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terça-feira, agosto 27, 2013
segunda-feira, agosto 26, 2013
Chameleons Vox em Corroios
O antes
O durante
Setlist
. Swamp thing
. A person isn´t safe
. Here today
. Looking inwardly
. Less than human
. Perfume garden
. Tears
. In answer
. I'll remember
. Soul in isolation
. Singing rule britannia
. Second skin
. Sycophants (nova musica)
. Don´t fall
. Monkeyland
. Up the down escalator
Fotos
Foi com algum receio que soube que o Mark Burgess iria voltar ao nosso país. Não tanto por ser integrado no programa de uma festa popular, até porque já os tinha visto num contexto mais ou menos semelhante (Santo Tirso) e tinha corrido bem, mas porque no curto espaço de 3 anos, seria a terceira vez que visitavam o nosso país. Ainda mais com data marcada para o dia de arranque do Festival Entremuralhas, limitando ainda mais o número de pessoas que iriam deslocar-se a Corroios para ver Chameleons Vox.
Outro revés foi a ausência do John Lever, lesionado, conforme nos foi comunicado pela organização (e mais tarde pelo Mark), levando a que a bateria ficasse (bem) entregue a um amigo da banda. Mas dos 4 Chameleons originais, apenas a "voz" estava presente, o que poderia desmobilizar algum público.
Uns dias antes da vinda dos Chameleons Vox, foi feito um trabalho de homenagem à carreira dos Chameleons por um fan da banda, incluindo dedicatórias de mais alguns fans e também da banda Uni_Form, e que foi posteriormente entregue ao Mark Burgess. O mesmo prometeu emoldurar o trabalho.
O durante
Para minha surpresa, o recinto da festa encontrava-se muito bem composto, com umas largas centenas de pessoas a quererem ver os Chameleons Vox. O som também estava muito perto da perfeição, estando a organização de parabéns.
A banda foi desfilando alguns dos temas mais conhecidos dos 3 primeiros álbuns dos Chameleons. Apenas o último álbum não foi contemplado, o que foi pena, pois têm músicas que não destoam do resto da carreira (Dangerous land, por exemplo), e nas 4 passagens que os Chameleons fizeram pelo nosso país, nunca tocaram temas desse álbum. Também o In Shreds ficou de fora, assim como o EP Tony Fletcher walked on water, que tem alguns dos mais belos temas dos Chameleons.
Mas isto foram pormenores numa noite que foi quase perfeita. O concerto, com quase 2 horas de duração, começou com Swamp Thing, conquistando desde logo o público, como podem verificar no vídeo.
Logo desde o início do concerto que se ouvia membros da audiência a gritarem pelas suas preferências. In Shreds, Caution, Don´t fall e este Less than human, que foi mais um dos pontos altos da atuação da banda.
O concerto foi assim um desfilar de alguns dos temas mais populares dos Chameleons, acompanhado sempre pelas palmas do público, e mostrando que a voz do Mark, apesar de todos os excessos ao longo de mais de 30 anos de carreira, continua ai para as curvas. O Tears, tema que não pode faltar em qualquer concerto de Chameleons/Chameleons Vox, demonstra isso mesmo.
Outro dos pontos altos do concerto foi a fabulosa versão do In answer, que "colou" depois ao instrumental I´ll remember. Também o Second skin é presença obrigatória em qualquer concerto de Chameleon, e o Mark brindou-nos com a já habitual longa versão, com aquele refrão hipnótico que mete o público todo a cantar. Foi um momento sublime, e que só isso faria valer a pena deslocar-se a Corroios.
Entrou-se depois na fase dos encores, e entre os já habituais Don´t fall, Monkeyland e Up the down escalator (este a encerrar o concerto), houve tempo para ouvir uma nova música que vai sair no EP que vai ser lançado em Novembro. Apesar de ter gravado este tema, o Mark pediu-me para que o mesmo só seja divulgado após saída do vídeo oficial, para não acontecer o mesmo aquando do Festival Primavera, em Espanha, em que o Heaven apareceu no You Tube, sem sequer estar numa versão finalizada.
Outro momento engraçado foi quando o Mark resolveu acercar-se do público, descendo do palco. Mas depois, subir para um palco de 2 metros é que foi o cabo dos trabalhos. Requereu ajuda de um segurança e de uma grade na vertical (em forma de escada), enquanto se ia ouvindo o público a pedir o Up the down escalator.
O depois
A sensação que existem bandas que por mais que os anos passem, são incapazes de dar um concerto menos bom.
Uma tristeza imensa por apenas ainda terem passado algumas horas desde que o concerto acabou, e já estarmos ansiosas por nova vinda da banda ao nosso país (ou a Espanha).
Expetativa elevada pelo novo EP e por um novo álbum ainda esta ano, e que avaliando pelos 2 temas novos que já ouvimos, vai colocar muitas bandas influenciadas pelos Chameleons em sentido (Editors e Interpol, apenas para referir as mais conhecidas).
Setlist
. Swamp thing
. A person isn´t safe
. Here today
. Looking inwardly
. Less than human
. Perfume garden
. Tears
. In answer
. I'll remember
. Soul in isolation
. Singing rule britannia
. Second skin
. Sycophants (nova musica)
. Don´t fall
. Monkeyland
. Up the down escalator
Fotos
quarta-feira, julho 27, 2011
Rescaldo de Chameleons(vox) em Santo Tirso
No Sábado passado os Chameleons(vox) estiveram pela terceira vez no nosso país, desta vez para um concerto integrado no festival St Culterra, em Santo Tirso.
Apenas vi o espaço já com noite cerrada, mas deu para aperceber que era bastante bonito, com um lago e um anfiteatro, a fazer lembrar a Gulbenkian. Depois estava uma noite quentíssima, com uma temperatura ideal para se assistir a um concerto ao ar livre.
Como pontos negativos, apenas o som, que estava longe de ser perfeito nas primeiras filas (em que outro local poderia eu estar a assitir a um concerto dos Chameleons?), e o facto de me ter atrasado e chegar ao recinto já o Tears estava a meio.
Quanto ao concerto, este teve um alinhamento bastante semelhante ao que a banda tem tocado com esta formação, e com o nome Chameleons(vox). Mais uma vez foram extremamente competentes, e mostraram que a empatia com o público, criada no concerto do ano passado no Santiago Alquimista, continuou em Santo Tirso.
As músicas que mais me marcaram neste concerto (com muita pena minha não assisti ao Paper tigers), foram o Singing rule Britannia, que nem é uma das minhas favoritas, mas que foi tocada com uma grande pujança e ainda deu para meter um medley do Janie Jones (The Clash) e do Transmission (Joy Division) pelo meio, e o encore final com o Don´t fall, Monkeyland e o inevitável In shreds a ameaçarem rebentar com as grades de protecção que separava o público do palco.
Como curiosidade, refira-se que a quantidade de espanhóis no recinto, que estava muito bem composto, era bastante elevada e que apanhei os fans mais novos que alguma vez vi num concerto de Chameleons, devidamente artilhadas com um cartaz de apoio aos "Chams". Não foi indiferente ao Mark Burgess, que lhes dedicou o Second Skin.
Depois do concerto ainda deu para ir à after-party no Heavens (Porto), na qual, e como não podia deixar de ser, não faltaram alguns temas dos Chameleons.
Set list:
1. A person isn´t safe anywhere these days
2. Paper tigers
3. Up the down escalator
4. Tears
5. Nostalgia
6. Seriocity
7. In answer
8. Soul in isolation
9. Singing rule Britannia
10. Caution
11. Second skin
12. Swamp thing
13. Don´t fall
14. Monkeyland
15. In shreds
Texto: André Leão
Fotos: Manuela e André Leão
domingo, junho 26, 2011
The Chameleons no Festival St Culterra 2011
domingo, janeiro 16, 2011
Chameleons ao vivo em Madrid
Na passada Sexta-Feira tive oportunidade de assistir a mais um grande concerto dos Chameleons (ou Chameleonsvox, como preferirem). Não atingiu o brilhantismo do concerto de Lisboa de há 6 meses, não por culpa da banda, mas porque a audiência não estava tão calorosa como daquela vez (quem não se lembra do público a cantar ininterruptamente a melodia do Second Skin?).
O concerto estava marcado originalmente para a sala La Boite, mas devido à grande adesão, acabou por ser transferido para o Rock Kitchen, sala já conhecida por ter o volume de som demasiado alto e nem sempre nas melhores condições (o que também é habitual em Espanha). Daí que tivessemos passado por uma farmácia para comprar uns tampões para os ouvidos, e que muito jeito nos deram.
Quando entramos na sala, já os Eon estavam a tocar. Apesar de acarinhados pelo pouco público que tinha entrado, confesso que a banda não me disse nada. Rock puro, mas sem nada que os destinguisse das mil e uma bandas do género que por ai andam. Felizmente que tocaram pouco tempo.
Entraram então os Chameleonsvox, desta vez com um elemento adicional em relação ao concerto de Lisboa, um guitarrista nova-iorquino que se integrou muito bem no espírito dos companheiros. E o setlist começou logo em grande, com 3 das mais fortes músicas da banda, A person isn´t safe anywhere these days, Paper tigers e Pleasure and pain.
O alinhamento esteve mais uma vez muito bem equilibrado, a rodar algumas das melhores músicas dos 3 álbuns de origiais dos anos 80, dando ainda tempo para incluir 2 malhas míticas do primeiros tempos da banda, Nostalgia e o inevitável In Shreds, este já no encore.
Também não podia faltar o Second skin, que foi a última música antes do encore, embora sem o acompanhamento do público como em Portugal. Os portugueses que estavam na audiência ainda tentaram repetir esse momento, mas os espanhóis não foram na cantiga.
Enfim, foi um concerto bastante competente, e apenas tive pena de não ter seguido para Barcelona para acompanhar a 2ª noite em Espanha. Mas ai estiveram outros portugueses, e pode ser que consigamos também um resumo dessa noite. Aliás, o próprio Mark confessou-me que se iria encontrar com o Alcino em Barcelona...
Depois do concerto fomos para uma after party onde estivemos a conviver com a banda. Mais uma vez o som estava bastante manhoso, e o bar também não era dos melhores. No dia seguinte houve outra after party na qual também marcamos presença, desta vez numa discoteca com muito melhores condições, o Nocturno, embora o DJ tivesse conseguido escavacar as colunas (o que até foi um alívio para os ouvidos).
Setlist:
1. A person isn´t safe anywhere these days
2. Paper tigers
3. Pleasure and pain
4. Thursday's child
5. Nostalgia
6. Soul in Isolation
7. Tears
8. Seriocity
9. In answer
10. Singing rule Brittania
11. Second skin
12. Up the down escalator
13. In shreds
14. Don´t fall
15. Swamp thing
Chameleonsvox - Paper tigers (ao vivo em Madrid 14-01-2011)
Chameleonsvox - Tears (ao vivo em Madrid 14-01-2011)
segunda-feira, novembro 29, 2010
| Mark Burgess - View From a Hill | Diário 1 |
Começar uma autobiografia com o relato da perda de dois filhos, é uma aposta arriscada, ainda mais se pensarmos que o livro contém perto de 600 páginas, mas também acaba por separar logo à partida qualquer ideia pré-concebida sobre o mesmo. Se Mark Burgess é conhecido, principalmente, por ser o vocalista, baixista e líder de uma das bandas de maior culto dos anos 80, nomeadamente os Chameleons, também é verdade que é uma pessoa como qualquer um de nós, vulnerável, imperfeito, humano, à mercê dos acasos estranhos da vida. Por isso mesmo, este livro acaba por ir além de uma mera biografia da banda, de uma pequena janela para mais um daqueles segredos muito mal guardados.
É preciso coragem para começar um livro assim, como é preciso coragem para contar e reviver tal episódio, nó no estômago, as páginas começam a passar pelos meus dedos e percebo como a história da dissolução da banda se cruza com tais momentos, como também percebo só agora, de onde parece surgir o nome de uma das faixas dos Black Swan Lane nunca editada em disco, de nome Joshua. Façamos um pequeno contextualizar desta última parte. Os Black Swan Lane são um projecto relativamente recente, com três álbuns já editados, e composto por várias pessoas, entre elas Mark Burgess.
Mal li as primeiras páginas, a ideia de um relato na primeira pessoa da minha experiência com este livro foi surgindo na minha cabeça, uma espécie de diário e evolução do que sinto, sem prazos definidos, até escrever a minha opinião final sobre o mesmo. E assim será, para quem estiver interessado, para seguir aqui, ou no meu blogue, em simultâneo.
Site oficial: http://www.chameleonsbook.com
Amazon: http://www.amazon.co.uk/View-Hill-Chameleons-Mark-Burgess/dp/0978765117
quarta-feira, novembro 17, 2010
The Chameleons Vox on 9/21/2010

Chameleons Vox, The
9/21/2010
In-Studio Performance
The Chameleons were a highly influential atmospheric pop band from Manchester, England that got their start in the early ‘80s. The Chameleons Vox features original vocalist/bassist Mark Burgess and his newly formed line-up. They perform some of the classic material live from the KEXP studios.
Setlist:
1. In Answer
2. In Shreds
3. Monkeyland
4. Up The Down Escalator
KEXP 90.3 FM - Live Performance: Chameleons Vox, The on 9/21/2010
terça-feira, novembro 09, 2010
Velhas Novas
domingo, julho 04, 2010
Chameleonsvox em Lisboa 03.07.2010


O público português aguardava por este concerto há 27 anos. E nem o facto de estarem apenas 2 elementos do núcleo duro dos Chameleons (o baterista John Lever e o inevitável Mark Burgess), esmoreceu o entusiasmo.
Foi assim, numa sala completamente cheia no Santiago Alquimista, que os Chameleonsvox foram brindados por um público em delírio nesta passagem por Lisboa. Não sendo uma sala com uma acústica perfeita, especialmente para aqueles que presenciam os concertos na galeria, o som estava melhor do que noutras ocasiões. Mesmo assim existiram algumas reclamações a este nível. Este será mesmo o único ponto a rever, já que tudo o resto foi memorável.
O concerto começou pontualmente ás 11 horas. Perfume Garden deu o mote para mais de hora e meia de pura adrenalina. Nem parece que o Mark completou 50 anos há pouco mais de 1 mês...
E logo na primeira música o público rendeu-se imediatamente aos Chameleons(vox), surpreendendo até a própria banda, que por muitas vezes agradeceu a calorosa recepção.
Com a 2ª música, Pleasure and Pain, uma rapariga em estado mais que alterado levou um telemovel ao Mark e colocou-o a falar com o irmão. Mais à frente esta personagem insistiu em chatear a banda e o público, invadindo constantemente o palco e até o back stage, na parte dos encores.
Mesmo assim o Pleasure and Pain foi um dos pontos altos da noite, como podem ver de seguida.
Pleasure and pain
Continuou-se depois com mais uma grande faixa do Script of the Bridge. Aquele início no qual parecem pedrinhas a bater numa janela não engana, e pudemos então digerir o fabuloso Monkeyland.
O concerto não teve momentos mortos. Depois do Mad Jack (a inclusão desta foi uma verdadeira supresa), e dos sempre favoritos do público Less than Human e Soul in Isolation, a banda recuperou uma das suas primeiras músicas, Nostalgia. Por esta altura já o público estava completamente vidrado na actuação da banda, e era raro quem não cantasse juntamente com o Mark.
Seguiu-se Seriocity, In Answer e Singing Rule Brittania, dando depois lugar a outro dos pontos altos da noite, o Second Skin. De facto foi surpreendente ver toda a gente a cantar ao som deste hino. Até deu para apresentar os elementos da banda um a um, sendo todos recompensados com uma grande salva de palmas, em especial o John e o Mark, e o Mark dedicar-nos esta melodia. A banda saiu então para um pequeno intervalo, enquanto o público continuava a entoar o Second Skin. Foi completamente arrebatador.
Second skin
Para o 1º encore a banda escolheu o fabuloso In Shreds, música pujante que representa na perfeição tudo o que de bom os Chameleons fizeram. Foi mais um dos pontos altos da noite, até porque eram muitos os que gritavam por esta malha.
In Shreds
Logo de seguida mais um dos singles do álbum de estreia dos Chameleons, Up the Down escalator. Depois dos saltos do In Shreds, nada como acalmar com uma música mais intimista. A banda saiu então para mais um merecido descanso. Não demoraram muito tempo até voltar, já que o público chamava ensurdecedoramente pelo regresso dos músicos.
Um segundo encore foi reservado para 3 das músicas favoritas dos fans de Chameleons. Primeiro Swamp Thing, depois a balada Tears, e para acabar, o inevitável Don´t Fall, levando o público quase à loucura.
Resumindo, foi um grande concerto. O Script of the Bridge e o Strange Times foram merecidamente os álbuns mais representados, e o álbum de regresso dos Chameleons (Why call it anything) foi esquecido, embora, a meu ver, uma faixa como o Dangerous Land ficasse perfeitamente enquadrada neste alinhamento. Pena, pena foi terem-se esquecido do belíssimo EP Tony Fletcher Walked on Water, ou mesmo algumas malhas mais antigas como o Fan and the Bellows ou Dear Dad Days. Mas a noite não dava para tudo, e o público saiu completamente rendido a uma grande noite.
Setlist do concerto:
1. Perfume garden
2. Pleasure and pain
3. Monkeyland
4. Mad Jack
5. Less than human
6. Soul in isolation
7. Nostalgia
8. Seriocity
9. In answer
10. Singing rule Brittania
11. Second skin
Encore #1
1. In shreds
2. Up the down escalator
Encore #2
1. Swamp thing
2. Tears
3. Don´t fall
Ficam também as fotos, cortesia do António Caeiro:
sábado, junho 26, 2010
Contagem descrescente para Chameleons
Já entramos em contagem descrescente para o tão aguardado evento duplo de ChameleonsVox.
Assim, na próxima Sexta-Feira temos a oportunidade de recordar os melhores momentos dos Chameleons, numa Warm-up Party no Metropolis. Consta que as surpresas vão ser muitas, e, quem sabe, o próprio Mark Burgess poderá aparecer por lá.

No dia seguinte vai acontecer o tão aguardado concerto de ChameleonsVox. Quase 17 anos depois dos Chameleons terem passado por lisboa, vamos ter a oportunidade de voltar a ver o Mark Burgess e o John Lever a interpretarem os temas preferidos dos Chameleons. Don´t fall, Second skin, In shreds, Tears ou Soul in isolation não vão faltar nesta noite tão especial. Para mim vai ser o concerto d euma vida...
Quem ainda não comprou bilhete, que o faça agora, pois corre o risco de ter uma desagradável surpresa. Encontramo-nos lá!
Assim, na próxima Sexta-Feira temos a oportunidade de recordar os melhores momentos dos Chameleons, numa Warm-up Party no Metropolis. Consta que as surpresas vão ser muitas, e, quem sabe, o próprio Mark Burgess poderá aparecer por lá.

No dia seguinte vai acontecer o tão aguardado concerto de ChameleonsVox. Quase 17 anos depois dos Chameleons terem passado por lisboa, vamos ter a oportunidade de voltar a ver o Mark Burgess e o John Lever a interpretarem os temas preferidos dos Chameleons. Don´t fall, Second skin, In shreds, Tears ou Soul in isolation não vão faltar nesta noite tão especial. Para mim vai ser o concerto d euma vida...
Quem ainda não comprou bilhete, que o faça agora, pois corre o risco de ter uma desagradável surpresa. Encontramo-nos lá!
quinta-feira, junho 03, 2010
Jesus On Extasy - 2nd Skin [The Chameleons cover]
Para inaugurar uma categoria de Covers, deixo aqui esta dos JOE a propósito do excelente artigo do André sobre os The Chameleons.
Não pretendo que uma cover seja uma colagem ao original e por isso procuro aqueles que fazem algo realmente diferente do original. Por outro lado, uma cover feita por uma banda que nasce 25 anos depois da música que homenageiam significa, só por si, a importância daquela na história.
quarta-feira, junho 02, 2010
The Chameleons

No próximo dia 3 de Julho vamos ter a oportunidade de ver os Chameleonsvox no nosso país. Que é como quem diz, o Mark Burgess e o John Lever a tocarem versões dos Chameleons. Provavelmente vão se juntar a eles o guitarrista de Comsat Angels e o Tony Skinkis, amigo de longa data da banda.
Mais à frente iremos dar mais pormenores por este tão aguardado concerto. Afinal de conta já lá vão quase 27 anos que os Chameleons deram um concerto no extinto Rock Rendez Vous.

Biografia da banda:
Os Chameleons formaram-se em Middleton, em 1981, quando Mark Burgess (ex-Clichés), Reg Smithies (ex-Years), Dave Fielding (ex-Years) e Brian Schofield (substituído pouco depois por John Lever), que faziam parte do mesmo grupo de amigos e da onda pós-punk que emergiu em Inglaterra no início da década de ouro da música, resolveram criar aquela que é uma das bandas, a par dos Joy Division, que mais influenciou todo o revivalismo que actualmente se vive no seio da música alternativa (Editors, Interpol, She Wants Revenge, White Rose Movement, etc.).
O 1º single da banda, In Shreds (1981), é uma das suas faixas mais agressivas e carismáticas chamou a atenção do lendário John Peel, o que lhes valeu várias radio sessions, algumas editadas posteriormente em compilações.
Entre 1981 e 1983, os Chameleons foram ganhando notoriedade no circuito independente britânico, conseguindo angariar uma legião de admiradores que os seguia por todo o país. Apesar de não terem um tostão furado, foi um período de grande criatividade da banda, a que não foi alheio os períodos reflectivos passados à beira do Loch Ness (e também a influência dos cogumelos alucinógeneos, segundo a biografia “View from a hill” do Mark Burgess).
Em 1983 é finalmente lançado o primeiro álbum de originais, e que além dos singles Up the down escalator, Don´t fall, As high as you can go e A person isn´t safe anywhere these days, incluí aquela que é unanimemente considerada como a melhor composição da banda, Second Skin. O álbum foi justamente aclamado pela crítica e pelo público, atingindo o patamar de discos como Unknown pleasures (Joy Division), From the lion´s mouth (The Sound) ou Ocean rain (Echo & the Bunnymen). Para isso contribuiram ainda faixas como Pleasure and pain, Paper tigers e View from a hill. Resumindo, foi um verdadeiro desfile de pequenas obras de arte.
Second skin
Dois anos volvidos, e surge então o sempre difícil segundo álbum da banda. What does anything mean? Basically (1985), mostra uns Chameleons com um som mais trabalhado e mais suavizado, como aliás se nota logo no instrumental de abertura, Silence, Sea and Sky. Apesar do interesse na banda ter esfriado um pouco, foram convidados pelo John Peel para mais uma sessão, e foi editado também um single, Singing Rule Britannia (While the Walls Close In). Não sendo um álbum brilhante como Script of the bridge, atingiu momentos muito altos com faixas como Home is Where the Heart Is ou Perfume garden. Foi por esta altura que tocaram em Portugal, no Rock Rendez-Vous. No you tube conseguem encontrar um registo antigo gravado pela RTP com 4 das faixas tocadas em Portugal.
A person isn´t safe anywhere these days
Em 1986 sai a primeira das muitas compilações dedicadas à banda, The fan and the bellows, e que incluí as primeiras músicas gravadas pelos Chameleons e que não tiveram lugar no primeiro álbum, casos de Nostalgia, In shreds ou The fan and the bellows.
Logo de seguida a banda lança o terceiro álbum de originais, Strange times. Tal como o próprio nome do disco indica, foi um parto bastante difícil, uma vez que as clivagens entre os membros da banda, tendo por um lado o Mark, por outro o Reg e o Dave (este incompatibilizando-se de forma radical com o Mark) dava já a entender que o final da banda poderia estar para breve. Mesmo assim, apesar do disco demonstrar claramente as diferentes direcções seguidas pelos seus membros, este é considerado como o álbum preferido pelos fans dos Chameleons, tendo inclusive 2 singles com entrada no top britânico: Tears e Swamp Thing.
Tears
Por esta altura dá-se também um acontecimento trágico. O mítico Tony Fltecher, manager da banda, aparece morto e os Chameleons resolvem cessar as actividades, não sem antes lançar um último EP, Tony Fletcher Walked On Water...La La La La La-La La-La La. Apesar das já públicas divergências da banda, este EP permanece com um dos seus tesouros mais bem escondidos, e qualquer uma das suas 4 faixas permanece ainda hoje como das melhores dos Chameleons.
Is it any wonder
Depois deste encerramento prematuro, os membros dos Chameleons resolveram seguir diversos projectos paralelos, casos de The Sun and the Moon, The Reegs, Mark Burgess and the Sons of God, Invincible, entre outros. Nunca atingiram, no entanto, o sucesso e o reconhecimento que obtiveram com os Chameleons. De todos os projectos, houve um, no entanto, que sobressaiu pela sua grande qualidade: White Rose Transmission. Ou não se tratasse de uma colaboração entre o Mark Burgess e os seus amigos Adrian Borland (The Sound) e Carlo Von Putten (The Convent).
Durante este período foram saindo inúmeros discos com material nunca antes editado (compilações, álbuns ao vivo, etc.), e que foi dando para manter financeiramente os membros da banda. No entanto o dinheiro começava a escassear, Adrian Borland atira-se para debaixo de um comboio, e o Mark propõe em 2000 deixar para trás as divergências com o Dave e reactivar a banda para uma série de concertos e um novo álbum de originais. Este trabalho culmina com a edição de um álbum acústico, Strip (2000), que incluía já 2 temas inéditos, e um ano depois o 4º álbum de originais, Why call it anything. Este disco não reuniu nunca o consenso do público, ate porque incluía um elemento “estranho” à banda, Kwasi Asante, contribuindo para uma sonoridade mais reggae em algumas das faixas (bastante vísivel no Miracle and wonders). No entanto, este disco mostrou também que a criatividade da banda não se tinha esfumado, e composições como Indiana, Anyone Alive? e em especial Dangerous land faziam sonhar no regresso aos tempos áureos dos Chameleons.
Dangerous land
Em 2003, depois do Dave recusar-se a comparecer num concerto em Atenas, a banda dissolve-se de vez, continuando os seus membros em inúmeros projectos paralelos (realce para o excelente projecto Black Swan Lane, que já lanço 3 excelentes álbuns). Haverá uma 3ª vida para os Chameleons? A recente edição comemorativa dos 25 anos do Script of the bridge indica que poderá haver…
Para já vamos ter a oportunidade de ver Chameleonsvox ao vivo em Lisboa, reunindo o Mark Burgess, John Lever, Tony Skinsis e possívelmente alguns elementos dos The Comsat Angels.
Discografia da banda:
Álbums de originais:
1983 Script of the Bridge
1985 What Does Anything Mean? Basically
1986 Strange Times
2001 Why Call It Anything?
Álbums ao vivo:
1992 Tripping Dogs
1992 Live in Toronto
1993 Aufführung in Berlin
1993 Free Trade Hall Rehearsal (Tripping Dogs remasterizado)
1996 Live at the Gallery Club Manchester
1996 Live Shreds
2000 Strip
2002 This Never Ending Now
2002 Live at Paradiso
2003 Live at the Academy
Compilações:
1986 The Fan and the Bellows
1990 John Peel Sessions
1992 Here Today...Gone Tomorrow
1993 The Radio 1 Evening Show Sessions
1993 Dali's Picture
1994 Northern Songs
1997 Return of the Roughnecks: The Best of the Chameleons (2CD)
Singles e EPs:
1982 In Shreds/Less Than Human
1983 Up the Down Escalator
1983 Don't Fall
1983 As High As You Can Go
1983 A Person Isn't Safe Anywhere These Days
1985 In Shreds/Nostalgia
1985 Singing Rule Britannia (While the Walls Close In)
1986 Mad Jack
1986 Tears
1986 Swamp Thing
1987 Tony Fletcher Walked On Water...La La La La La-La La-La La
Vídeos:
Live at the Camden Palace
Arsenal
Live at the Hacienda
Live at the Gallery Club
Resurrection
Singing Rule Brittania
Live from London
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